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A inovação como diferencial competitivo é um dos principais e mais consistentes ativos que uma empresa pode obter. As bases da competição são alteradas pelo agente inovador, não possibilitando a comparação ou competição direta por uma oferta da mesma natureza.

Inovação, antes de tudo, não é somente uma idéia inovadora, mas sim a concretização e materialização de uma idéia em algo aplicável e com benefícios percebidos e constatados. Nem sempre a inovação é a resultante da criação de algo, mas o resultado da combinação original de variáveis, ativos, e conhecimentos já existentes.

Não basta somente ter talento empreendedor, alta capacidade intelectual e aptidão para a pesquisa e análise para se aventurar com êxito na busca da diferenciação pela inovação. Suporte e incentivo a iniciativas com ambiente propício a proliferação de idéias heterogêneas, investimentos, acesso a capital de risco, dentre outros elementos são alguns dos principais fatores críticos de sucesso para a inovação.
A inovação como diferencial competitivo não é um assunto “fechado” a quatro paredes de uma organização privada. O governo tem uma parcela significativa na responsabilidade pelo fomento e incentivo de iniciativas inovadoras, passando por investimentos em educação (em todos os níveis) assim como facilitando, desonerando e desburocratizando os processos para a criação de patentes de centros de pesquisas e desenvolvimento.
Com uma carga tributária que ultrapassa 40% do PIB e uma burocracia paquidérmica, podemos nos atrever a dizer que nossos inovadores, além de tudo são “românticos” incorrigíveis. Não há como não evidenciar a “hostilidade” à inovação na qual os mercados nacionais vivem.
Vale ressaltar que a educação, como pilar fundamental à inovação, deve ser revista em suas bases. Atualmente temos um ensino que, por via de regra, não é voltado a formação de inovadores. O foco acadêmico atualmente está mais voltado para a transmissão do conhecimento existente e instrumentalização para a realização de atividades profissionais nos diversos ramos e segmentos de mercado. Porém, raramente se vêem incentivos estruturados e direcionados para a “criação” do pensamento e colocação em prática de ações e idéias que fujam do corriqueiro, do cotidiano.
A diversidade de visões, conhecimentos e experiências, quando cruzadas entre si, tendem a desencadear resultados fora do padrão. A lógica da criação, da inovação, deriva de co-relações entre conhecimentos tangentes mas que muitas vezes não são analisados ou testados em possíveis sobreposições e intersecções que geram – através de um choque de conceitos – resultados imprevisíveis e soluções inovadoras.
O incentivo ao debate, contestação, pesquisa e análise devem fazer parte vital de qualquer organização que deseje potencializar sua competitividade e garantir sua sobrevivência no médio-longo prazo. Fazer melhor o que já é feito propicia uma posição privilegiada, porém com prazo de validade curto. Outros players também podem obter o mesmo grau de qualidade através de investimentos ao passo que inovar garante um novo patamar, uma posição única dentro de um mercado.
Ressaltamos que a transformação do conhecimento em valor deve ser o grande norteador dos esforços para a inovação, sem o qual não há razão de existir. A inovação deve trazer valor (seja monetário ou não). Do contrário, não é inovação.

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