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“Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.” Sua abrangência e escopo de atuação vão do micro ao macro, de uma ação pessoal a empresas. Os Estados e qualquer agente econômico devem obedecer a 4 critérios que caracterizam uma ação ou empreendimento sustentável: ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.

O conceito, apesar de ser lógico e de fácil compreensão de sua importãncia, passou como que despercebido pela grande maioria das pessoas e empresas que pautavam seus planos na utilização indiscriminada e não planejada dos recursos naturais, “subjugando” a sociedade ao poder financeiro dos agentes econômicos.

Ultimamente vemos um cresente número de pessoas e empresas empunhando a bandeira da sustentabilidade. Demorou,.mas antes tarde do que nunca. A busca pelo progresso material, egoísta, tem provocado danos ao meio- ambiente e à sociedade de forma que, ainda hoje, questionamos serem possíveis de serem revertidos.

Usufruir do presente sem que se causem sequelas drásticas no futuro é o grande desafio da inclusão do conceito de sustentabilidade em nossas vidas e nos alicerces das empresas e dos negócios.

Hoje, de forma crescente, a pressão da sociedade, das entidades financeiras, não governamentais e até mesmo dentro do micro ecossistema corporativo exige (ou está em vias de) o estabelecimento de critérios para diferenciar empresas sustentáveis das que não o são, dando vantagens a uns e podendo até mesmo excluir outros que não praticam o conceito de sustentabilidade no bojo de seus modelos de negócio.

Tanto as ações governamentais, quanto as melhores práticas empresariais adotam os princípios da sustentabilidade, seja em seu planejamento, seja na produção de bens e na prestação de serviços. A utilização de materiais recicláveis, energias renováveis, políticas assistenciais (não assistencialistas) a comunidades e à sociedade já fazem parte de um considerável e representativo número de empresas que têm no exercício dessas ações a adoção intrínseca de uma filosofia sustentável de atuação e uma missão a ser seguida e praticada.

Entretanto, entendemos que ser econômica e financeiramente sustentável é premissa de qualquer empresa, seja privada, seja pública. Neste aspecto, a sustentabilidade como forma de ser deve recompensar economicamente (e até financeiramente) seus acionistas, assim como prover condições adequadas para que a empresa possa evoluir, inovar e pagar condizentemente suas obrigações.

A prática sustentável de negócios, ou seja, a adoção sistêmica e responsável de uma política concreta a ser seguida e justificada, ponderando, a todo momento, suas consequências diretas e indiretas, acaba por gerar inúmeros benefícios para a organização, dentre os quais podemos citar:

  • impacto positivo em sua marca e imagem corporativa
  • maior empatia com seus diversos stakeholders, principalmente clientes e consumidores (o que traz maior fidelidade e ganhos recorrentes)
  • impacto positivo na redução de riscos decorrentes de multas e processos ambientais
  • índices mais elevados de satisfação de seus colaboradores, acarretando em maior produtividade
  • incremento de possibilidades comerciais por atender aos critérios valorizados e/ou exigidos por clientes e parceiros
  • etc.

A sustentabilidade, apesar de ainda demandar maiores estudos acerca de sua tratativa como ativo, já é, sob o ponto de vista da gestão, uma imposição irrevogável aos orçamentos corporativos.

A história recente comprova que há alguns anos se iniciou uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos, uma vez que consideram que empresas sustentáveis geram maior valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais bem preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais, assim como aproveitarem as oportunidades derivadas dos novos perfis de consumidores, dos novos modelos de negócios, matrizes de produção e tecnologias.

A evolução da sociedade – o chamado progresso – tem que ser planejado e buscado diariamente em sua máxima possibilidade. Hoje, entretanto, isso só é possível com a plena consciência e comprometimento dos agentes econômicos em garantir a saúde do futuro, analisando de forma integrada e sistêmica todas as variáveis que poderão, ao serem negligenciadas, gerar uma dívida sócio-ambiental impagável, porque não haverá dinheiro no mundo capaz de saná-la.

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