Grupo ECC E-Consulting Corp. DOM Strategy Partners Instituto Titãs Inventures

O termo Capital Humano já não é tão novo no mundo corporativo.

Em primeiro lugar, vale conceituar que Capital Humano é diferente de Capital Intelectual (este representado pelo produto real da produção intelectual humana, refletido em inovações, patentes, propriedade intelectual, etc). Muitos estudiosos, economistas, executivos e empreendedores finalmente concluíram que sem pessoas negócios não prosperam. Capital Humano é, portanto, o conjunto das pessoas (aptidão, habilidade, visão, experiência, capacidade produtiva, qualidade, etc) que trabalham na organização para que ela funcione, exista e prospere.

Cada vez mais é  preciso se incorporar os chamados ativos intangíveis nos pacotes de valor das empresas. Por mais que o produto ou serviço tenha qualidade, ele não se basta para vender e nem a empresa para evoluir.

Podemos afirmar que muito desse processo de construção de valor a partir dos ativos intangíveis se deve ao chamado Capital Humano, responsável, em grande parte, de acordo com a nossa Metodologia Proprietária IAM (Intangible Assets Management), pela construção dos 4 tipos de Capital Intangível que uma empresa possui: Capital Intelectual (inteligência competitiva, inovação, patentes, propriedade intelectual, etc), Capital de Relacionamentos (fidelidade de clientes, networking, lobby político, acesso a mercados, etc), Capital Organizacional (governança, processos, sistemas, modelos de negócio, etc) e Capital Institucional (marcas, imagem, sustentabilidade, etc).

Sabemos que uma empresa é vencedora porque consegue administrar bem não apenas seus recursos financeiros e produtivos, mas também seus colaboradores e sua entrega. Trabalhar o potencial humano é um quesito fundamental para o sucesso de uma corporação.

Quando falamos em Capital Humano de uma empresa, falamos basicamente de colaboradores que exercem funções, tais como planejamento, controle, atendimento, gerenciamento de projetos, gerenciamento de relacionamentos, vendas… Em muitas dessas funções estamos lidando diretamente com os clientes. Os porta-vozes do cliente dentro da empresa são estas pessoas, que trazem as expectativas dos clientes mastigadas e suas necessidades entendidas; mas que também levam propostas de aperfeiçoamento e evolução, seja do produto, seja da experiência do cliente com a marca.

Estas pessoas exercem um papel importantíssimo dentro da organização, pois conseguem ter uma visão mais ampla das reais necessidades e desejos de seus clientes. Além disto, podem fortalecer a empresa criando estratégias direcionadas à sua satisfação e fidelidade.

É por este motivo que investir em pessoas, como chave para o sucesso do negócio, é essencial. Oferecer treinamento e permitir a aquisição de novas habilidades é fundamental para que a pessoa de atendimento se sinta segura o suficiente para contribuir de forma a construir valores intangíveis, tais como: sugestões de valor agregado personalizadas por cliente (Capital Intelectual), aproximação de relacionamento com o cliente (Capital de Relacionamentos) ou alteração de fluxos e rotinas de atendimento (Capital Organizacional), por exemplo. A realidade é que quanto mais os colaboradores estiverem pensando em como alavancar os negócios da empresa, melhor.

Para isto, é  preciso incentivar a produção intelectual dentro da empresa. Trabalhar o conhecimento nas equipes agrega mais valor ao produto e serviço oferecidos, garantindo a boa qualidade da experiência proporcionada a cada cliente. Atividades como leituras de livros, discussões de filmes, visitas a exposições, cursos específicos sobre o mercado/produto/serviço, cursos sobre gestão empresarial, treinamento de escrita e desenvolvimento de linha de raciocínio, incluindo palestras sobre cases de mercado, noções de psicologia e sociologia e até viagens culturais podem ajudar. Tudo isto para promover o desenvolvimento do conhecimento geral e específico do colaborador, para que ele seja uma pessoa mais ativa, que consiga conversar sobre assuntos variados, para que possa permitir uma aproximação maior com os clientes e seja um melhor profissional de relacionamento.

Pode-se contestar a eficácia de se investir em Capital Humano, se há sempre o risco de se perder estas pessoas para outras empresas, quem sabe até concorrentes. É aqui que entra o segundo item mais importante desta história toda: é necessário pensar no colaborador como um gerador de riqueza tangível e intangível que pode sim ser perdido e, para mitigar este risco, a empresa precisa criar políticas muito eficazes para garantir o alinhamento do colaborador aos valores e expectativas do negócio. E isso passa pelas tradicionais recompensas (salários, benefícios, prêmios, variável, bônus, incentivos, etc), mas também por reconhecimento profissional, transparência, planos de futuro e orientação profissional, dentre outros. É preciso tratar os colaboradores como se trata os clientes, com a atenção e dedicação esperada.

Vale lembrar que uma forma importante de diminuir o risco de perda de Capital Humano (e Intelectual ou de Relacionamentos, por decorrência) é assegurar que todo o conhecimento adquirido seja sistematizado em processos, rotinas, sistemas, manuais e metodologias, ou seja, transformar o Capital Humano em Capital Organizacional, dentro do que é possível.

O principal motivo de uma empresa se focar em seu Capital Humano é justamente o de trazer cada vez mais novos conhecimentos para o negócio e seus stakeholders, inclusive – e, principalmente – seus colaboradores. Gente competente e motivada é a única fonte garantida de crescimentos sustentáveis.

Os comentários estão fechados.

Scroll to Top