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Dr. S/A, Abril, 2012

Qual o valor de um funcionário motivado, comprometido e engajado? Proatividade e competência têm preço? Qual o diferencial proporcionado por um colaborador talentosoe frequentemente treinado? Alguma dúvida de que um corpo de funcionários eficientee interessado é um ativo intangível diretamente ligado à performance da empresa e seusucesso? Mas como gerar este clima corporativo propício para a geração de resultados?

Muitas são as respostas possíveis, porém uma abordagem comum adotada atualmentetrata da aderência entre os valores pessoais dos funcionários de uma empresa e suacultura corporativa (visão, missão, valores, etc). Quanto maior este alinhamento,maior a capacidade da empresa de gerar engajamento, energia e motivação de seusfuncionários em atingir um determinado objetivo, por mais ambicioso ou “impossível”que este possa parecer em um primeiro momento. O ponto ótimo dessa relação se dá tanto pelo tipo de modelo cultural construído – emquais premissas este se baseia -, como compreende a natureza humana e suas aspiraçõese comportamentos e o quão está alinhada aos aspectos relevantes da identidade de cadaindivíduo, de sua sociedade e país, dentre outros. A integração e correlação do modelocultural com o modelo de negócio da empresa é fator determinante.

Entretanto, não basta possuir um amplo arcabouço conceitual, teórico, filosóficoe antropológico se a matéria viva que faz o modelo cultural existir, ou seja, osfuncionários da empresa, não tiverem o perfil (identidade), maturidade e competênciasnecessárias.
Assim como o Capital Humano é a base para todos os ativos ditos intangíveis de umadeterminada companhia, o perfeito encaixe e sintonia entre Talentos e Modelo/Culturade Gestão de Pessoas gera o Clima Organizacional ideal como base para a construção detodo e qualquer valor de uma empresa. Tal valor seja tangível ou intangível, em últimainstância, é o objetivo maior de qualquer organização com fins lucrativos.

O valor das pessoas pode ser intangível, mas seu impacto no negócio não. E elas sabemdisso. Têm consciência de sua relevância, de que seu conhecimento, competência etalento são difíceis de serem copiados ou substituídos, principalmente no curto prazo.Por isso, líderes valem tanto; por isso, profissionais com expertises únicas são “cisnesnegros”; por isso, cada vez mais, fundos de investimentos, acionistas e atores demercado querem saber, antes de decidir se e quanto investir em uma empresa, quem é omanagement desta empresa, quais seus skills, experiências, compromissos, modelo decompensação, programas de trabalho, dentre outros.

Já ultrapassamos o momento da história dos negócios em que as pessoas eram vistasapenas como recursos produtivos ou custos indispensáveis. Hoje, precisam ser vistascomo geradoras de riqueza e oportunidades, capazes de afetar profundamente o apelo demercado, reputação e performance das empresas que representam. Em outras palavras,na economia dos intangíveis, a empresa é tão boa quanto as pessoas que nela trabalham.É tão boa quanto parece ser.
Dessa forma, um modelo de Gestão do Valor dos Talentos, do ambiente que propiciasua geração de resultados (Clima Corporativo), que considere variáveis como novos

modelos de trabalho, alinhamento de valores empresa-funcionário, transparência ecomunicação eficaz, mensuração de performance, associação de ganhos empresa-funcionário, multiplicidade de papéis, maximização do uso do conhecimento,desenvolvimento de redes colaborativas, dentre outros, não é mais um ideal outendência a ser avaliada.
Ao contrário, esses itens devem – cada qual a seu modelo, profundidade e formato,de acordo com a cultura, mercado e estratégia corporativa – ser tratados como vetorfundamental para a competitividade da empresa e sua evolução como organização sociale produtiva.

Fonte: Dr. S/A

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