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Apesar do considerável avanço competitivo trazido pela tecnologia da informação, padronizações/normativas de qualidade e políticas de governança, dentre outros, um fator se destaca pelo poder de diferenciação aportado. A qualidade das pessoas.

As decisões que requerem Inteligência, capacidade de análise crítica e integrada de variáveis tangíveis e intangíveis ainda são exclusividade do ser humano.

A Sociedade do Conhecimento não poderia estar mais bem representada no pano de fundo que vivemos atualmente, quando tecnologias não são mais diferenciais sustentáveis, produtos apresentam pouca diferenciação entre si e serviços tendem a uma comoditização pela padronização de qualidade de gestão. Esse conjunto de mesmices competitivas acaba por colocar em evidência o binômio cérebro/mente e personalidade/sentimentos, que podem criar e mudar paradigmas, engajar outras pessoas, estabelecer relações, enfim, efetivamente fazer a diferença quando as outras variáveis estão equilibradas com seus concorrentes.

A guerra pelos recursos intelectuais está cada vez mais acirrada. A captação e, principalmente, a retenção de talentos é um dos principais desafios das empresas.

Em estudo de 2001, atualizado sobre pesquisa-base de 1997, pesquisadores da Mckinsey entrevistaram 6.900 gerentes em 56 empresas norte-americanas de grande e médio porte e descobriram que:

  • Está difícil atrair talentos: 89% dos entrevistados achavam ser mais difícil atrair pessoas talentosas do que há três anos;
  • Está mais difícil ainda manter talentos: 90% consideraram ser ainda mais difícil mantê-las;
  • Escassez talentos significa perder negócios: apenas 7% dos entrevistados afirmaram que suas empresas tinham gerentes talentosos em número suficiente para aproveitar as oportunidades mais promissoras de negócios e
  • Melhores talentos geram maior valor aos acionistas: as empresas que se agrupam entre as melhores na administração de talentos superam a média de seu mercado, no que toca ao retorno dado aos acionistas, em 22 pontos percentuais.

O intelecto humano, como grande ativo (gera valor) a ser conquistado e colocado a favor da organização, necessita de condições e ambientes propícios ao seu desenvolvimento. A capacidade humana é potencializada quando existem recursos, organização, estrutura e relacionamentos abertos e produtivos.

O correto balanceamento entre a rigidez imposta pelos padrões de qualidade e formalidades necessárias para a boa gestão, em contraposição à flexibilidade necessária para a manifestação criativa (inovadora, curiosa, etc), produtiva (inteligente, analítica, etc) e decisória do intelecto é um desafio que poucos gestores estão aptos a compreender e gerenciar.

O conhecimento é o tipo de ativo que se valoriza ainda mais quando é utilizado e, principalmente, compartilhado, debatido e revigorado. Para gerar mais valor à empresa e seus acionistas, a partir da correta gestão do ativo “talentos”, os gestores devem propiciar ambientes que estimulem a investigação, o debate, que consigam capturar como insumo para melhores decisões a riqueza advinda da adversidade e que, acima de tudo, tenham sistemáticas eficazes de identificação, treinamento, potencialização, teste, valorização e premiação da aplicação competitiva dos skills intelectuais dos colaboradores, maximizando assim seu valor individual e, portanto, gerando mais riqueza a partir do investimento feito em sua maturação.

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