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A importância de se adotar um Balanço de Ativos Intangíveis, tanto de forma gerencial, para o direcionamento estratégico, tático e operacional das atividades corporativas, como para o mercado, visando validar o horizonte estratégico adotado e o destino de aplicação dos investimentos e do capital aportado por acionistas e demais stakeholders de relevância, é parâmetro crucial para a competitividade das empresas na nova era do valor intangível.

Conforme os mercados e seus agentes evoluem no entendimento conceitual e metodológico em relação ao tema e a utilização prática das ferramentas de mensuração e gestão, este deixa de ser um enigma e ganha sentido e praticidade cotidiana – uma vez que os ativos intangíveis representam valor e precisam ser gerenciados – mas o “resultado e o valor intangível oculto” aparecem e os intangíveis ganham relevância e popularidade na agenda setorial e na agenda estratégica das corporações.

O delta do valor intangível (diferença entre o valor de mercado e o patrimônio líquido da empresa) não é mais um conceito acadêmico, mas sim fonte de valor. Nesse contexto, alimentar o mercado com as informações de resultados sobre o desempenho intangível, com recorrência e track-record, será cada vez mais impositivo, seja mercadologicamente, seja por imposições regulamentares (ex. IFRS).

A implementação de um modelo de disseminação dos resultados para o mercado e principais stakeholders da empresa sobre o desempenho de seus ativos intangíveis, em um determinado período, deve seguir os moldes dos Balanços Sociais e dos Relatórios de Sustentabilidade e Governança, popularizados nos últimos anos:

  • Publicação: a periodicidade de publicação dos resultados intangíveis deve ser anual, associada à publicação dos demais resultados financeiros. A publicação dos resultados por semestres e quarters também é viável; porém só fazem sentido em setores “nervosos” e voláteis onde o intangível é mais mutável e as empresas estão abertas à avaliação de investidores e acionistas.
  • Responsável: a comunicação e disseminação dos resultados ao mercado devem ficar a cargo do RI (Relacionamento com Investidores) da empresa e da Comunicação Corporativa, que tradicionalmente já realizam partes de tais atividades.
  • Fonte: Porém, a produção de tais informações é tarefa das áreas responsáveis pela gestão cotidiana dos ativos (ex. MKT, RH, TI, etc) e de Finanças, a fim de proverem os indicadores de valor e performance das práticas, ações, iniciativas e projetos ligados a esses intangíveis, que devem ser organizados, compilados e correlacionados em cockpits de gestão para obtenção do resultado intangível do período.
  • Formato: uma vez que o resultado intangível compõe o valor da empresa, as informações do report intangível não necessitam de um capítulo à parte ou relatório exclusivo. Elas devem fazer parte da demonstração de resultados tradicional.

Para que isto aconteça, porém, o modus operandi é bem diferente da confecção dos Balanços Sociais, uma vez que a realização de uma força tarefa à época de divulgação das informações, com a participação e engajamento das áreas na compilação de dados e informações, não é suficiente, pois tais dados geralmente não existem organizados: precisam ser construídos, analisados, contextualizados e absorvidos pelo mindset corporativo para que “façam sentido”.

O Balanço de Ativos Intangíveis é um reflexo da cultura e valores de uma organização e resultado de uma prática recorrente de análise e validação de sua estratégia e direcionamento.

Como o modelo de valoração e report de ativos e empresas deverá mudar drasticamente nos próximos 15-20 anos – por questões políticas, de interesses e de matemática também – as companhias com core competences baseadas em intangíveis como empresas de serviços, saúde, entretenimento, tecnologia, mídia, informação e conhecimento, por exemplo, deverão ter seu valor mais bem medido e acompanhado por esse novo instrumento a ser homologado – o Novo Balanço, o Balanço de Ativos Intangíveis.

Por outro lado, as empresas da Era Industrial, tais como petroquímicas, mineradoras, siderúrgicas, companhias de papel e celulose etc deverão correr para construir e reportar sistematicamente suas posições de valor nos ativos intangíveis.

Mas seja qual for o setor de atuação da empresa, a implementação da gestão dos ativos intangíveis e da sua inserção nos modelos de balanço é um movimento inexorável. Resta saber quanto tempo será necessário para que se torne uma realidade tangível.

Para saber mais sobre o Balanço de Intangíveis, fale com a gente.

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