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5 Táticas para transformar dados em Resultados

No Varejo – Abril, 2016

Crédito: Danilo Barba

Especialista indica táticas para CEOs alcançarem números excepcionais com o uso de tecnologias modernas

Adquirir novas tecnologias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso nos negócios. Contudo, é preciso admitir também que existe uma lacuna enorme entre a finalidade, a aplicação e o resultado.

“Há uma destruição contínua de valor de investimentos em tecnologia justamente porque a empresa investe sem realmente no que e principalmente pra quê”, disse Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners, no último dia da 18ª edição da Feira e Congresso Internacionais de Automação para o Comércio 2016 (Autocom), organizada pela Associação Brasileira de Automação para o Comércio (AFRAC).

De acordo com o especialista, a forma mais clara de perceber é no tratamento conferido aos dados. “Historicamente, o quanto as empresas investiram em BI, CRM e analytics versus o que de fato acontece posteriormente, há um gap entre intenção, investimento e resultado. Essas tecnologias são relevantes, mas não da forma como vem sendo encaradas hoje: elas mudam o modelo de negócio da empresa, não mudam a forma com que a empresa faz o que ela faz hoje”.
E você, pretende investir em Big Data, Cloud, CRM e ERP? Veja as estratégias que Domeneghetti propõe para transformar essa “sopa de letrinhas” em resultados:

1) Adote uma nova postura junto com as novas tecnologias: Investir em modelos tecnológicos mais modernos partindo do pressuposto que a sua empresa vai permanecer fazendo o que faz como ela faz hoje é um erro estratégico. Essas tecnologias todas mudam a maneira com que a empresa opera e a forma como ela se organiza. Não tem sentido adotar essas tecnologias mantendo um modelo antigo de negócio, porque se tratam tecnologias disruptivas do modelo vigente.

2) Mantenha um relacionamento mais próximo com o CIO: Essas tecnologias não vieram para sustentar o modelo vigente. O CIO deveria entrar com essas tecnologias junto com o CEO para redefinir o modelo de negócio e o “chassi” operacional da empresa. Mas como o CEO e os outros pares não participam dessa discussão, uma vez que se trata de um assunto longe do dia a dia, ele é visto como tópico de back office, portanto não há ninguém que fique eventualmente responsável por deliberar sobre isso. Em resumo, o processo de implantação acaba se revelando um amontoado de projetos que não terminam nunca.

3) Conclua a implementação o quanto antes: Numa empresa estruturada com um legado, seja de 40, 60 ou 100 anos, existe uma competição clara por sustentação operacional. Afinal de contas, não dá para descartar o sistema vigente assim que o novo é lançado: a empresa precisa “funcionar com o que tem”. Desta forma, boa parte das empresas acabam postergando a mudança completa, e as equipes se veem obrigadas a conviver com multisistemas, elevando a complexidade da operação. Essa competição do velho, do atual e do novo, ou seja, do legado, das plataformas e do que vem por aí é o que gera a sobreposição de modelos, tornando o gerenciamento absolutamente impossível por conta do volume de complexidade. .

4) Avalie corretamente os resultados do investimento tecnológico: Pra saber se a tecnologia está dando resultado,é preciso ir além do ROI e observá-la sob quatro parâmetros como o impacto real sobre o desempenho e os resultados, o efeito no ambiente de eficiência no sentido da proteção de valor, o incremento na credibilidade da companhia e principalmente a influência em sua imagem.

5) O mundo é multicanal, e quem define isso é o consumidor, não a empresa: Então é preciso entender que tudo o que é feito neste ambiente produz dados, e eles têm valor, desde que sejam passíveis de serem localizados e usados com finalidades claras. Com o avanço do design thinking e o advento das impressoras 3D, o cliente produz cada vez mais a solução que ele espera junto com a empresa e está entendendo que nem tudo precisa ficar dentro da dela. Estamos entrando numa era onde é melhorar usar tecnologias muito mais do que possuí-las. No final do dia, qualquer tecnologia serve para transformar a empresa numa empresa melhor para o cliente final.

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